quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Visitar os Açores em Agosto

Ilha S Miguel, Açores
Havia um destino em Portugal que há muito desejávamos conhecer, e em Agosto lá fomos nós.


Pelas estradas de S Miguel
Mas e porque os Açores são um conjunto ainda vasto de ilhas, resolvemos selecionar algumas para início de conhecimento do arquipélago, foram elas S. Miguel, Faial, Pico, S. Jorge e Terceira.


Selecionadas as ilhas houve posteriormente um intenso trabalho de preparação da viagem no que diz respeito à recolha de informações sobre os locais a visitar, a forma de nos deslocarmos entre ilhas, os lugares onde dormir, os tempos em cada lugar e as atividades que gostaríamos de realizar.

Deste modo foi elaborado um roteiro para duas semanas de permanência no arquipélago.

Roteiro

O circuito feito durante esta estadia nos Açores foi o seguinte:

Ilha de S. Miguel, 6 dias
Ilha do Faial, 2 dia
Ilha do Pico, 3 dias
Ilha de S. Jorge, 2 dia
Ilha Terceira, 3 dias


Os voos foram: Lisboa/S Miguel
                         S Miguel/Faial
                         S Jorge/Terceira
                         Terceira/Lisboa

As viagens de avião foram feitas pela TAP entre o continente e os Açores e pela Sata entre ilhas.

As viagens de barco entre ilhas foram feitas com a Atlanticoline, e foram elas: Faial/Pico, Pico/S Jorge

Ora, o arquipélago dos Açores é um conjunto de nove ilhas  localizadas no Oceano Atlântico, em que a característica principal é possuírem uma beleza inigualável e uma imensa diversidade de paisagens, que vão desde as  tranquilas planícies ás montanhas enevoadas, e um conjunto de ravinas que oferecem vistas deslumbrantes sobre o Oceano Atlântico, sempre com um mar azul inesquecível.


Vistas inesquecíveis
 
Vistas inesquecíveis
Os Açores são ilhas de origem vulcânica que ficam localizados a cerca de 1500 Km a oeste de Lisboa, a noroeste de Marrocos e a cerca de 3900 Km da costa da América do Norte.

São ilhas caracterizadas por possuírem uma fauna diversificada e flora exuberante, com muitas variedades de plantas entre as quais as hortências, as camélias e azálias.









Com um grande número de miradouros os Açores proporcionam vistas deslumbrantes sobre um oceano povoado por cachalotes, baleias, golfinhos, tubarões... 











Miradouro do pico dos bodes

Miradouro do pico dos bodes
As praias nos Açores são de origem vulcânica, como tal apresentam areias pretas, existem ainda piscinas naturais onde podemos nadar, cascatas, montanhas verdejantes e florestas ensolaradas que fascinam qualquer amante da natureza.

Piscinas naturais aquecidas no mar em Ponta da Ferraria


 

Há uma grande variedade de atividades que podemos fazer nos Açores e isso foi o que nos motivou a ir, e que vão desde nadar com golfinhos, caminhar nas montanhas e trilhos verdejantes, subir a caracteras de vulcões, nadar em piscinas de águas vulcânicas e/ou comer um cozido à portuguesa preparado debaixo do solo...

Melhor altura do ano para visitar os Açores

Existem atividades para fazer nos Açores todos os meses e a beleza destas ilhas é sempre estonteante e inalterada, por isso vá, seja em que altura for não se irá certamente arrepender.

O inverno não é tão frio e rigoroso como noutros lugares da Europa, as temperaturas rondam os 16º e a humidade que envolve as ilhas faz delas uma terra fértil e verdejante.

No verão as temperaturas rondam os 26º. Para informações mais detalhadas pode-se informar em Clima nos Açores.

Devo referir que apesar de as temperaturas não serem tão elevadas como no continente o calor sente-se com mais intensidade e é mais difícil de suportar devido à elevada humidade do ar atmosférico, mas nada que não seja suportável.

Ilha de S. Miguel

Ilha de S. Miguel é uma ilha "verde" no meio de um azulão Oceano Atlântico. Fascinante, seja pelas suas verdejantes pastagens pintaroladas com as vacas e as hortências, pela rica gastronomia com produtos da terra e do mar, pelas águas quentes e vapores que jorram das entranhas da terra ou pelos seus belos jardins.


A nossa opção de alojamento foi na cidade de Ponta Delgada, capital do arquipélago uma vez que ali estaríamos perto do aeroporto para a chegada ou partida, mas isso não deve ser  fator a ter em conta se alugar um carro!
Quem aluga carro para conhecer a ilha, e deve faze-lo, depressa chega a qualquer lugar, é tudo muito perto!

De tanto que havia para ver e fazer em S. Miguel resolvemos começar por uma parte da ilha, e assim a ir percorrendo canto a canto.

Miradouro Vista do Rei

Este miradouro é o mais conhecido da Ilha de S. Miguel, localiza-se perto de Ponta Delgada e é um dos mais bonitos que encontramos na ilha.

Daqui temos vistas deslumbrantes sobre a Caldeira das Sete Cidades e os seus lagos naturais com águas azuis e verdes, incluindo a Lagoa das Sete Cidades.

Lagoa das Sete Cidades vista do Miradouro Vista do Rei

Dizem por lá que é onde se levam os visitantes para os deixar logo de início completamente rendidos à beleza da ilha.

Diz a lenda que a cor das lagoas se deve ao choro de dois apaixonados (uma princesa e um pastor), que viram o seu amor impedido pelo rei. No seu último encontro ambos choraram demoradamente dando origem a estes dois lagos (a cor deve-se ao facto de que um tinha os olhos azul e o outro verdes).

Estrada que atravessa a lagoa azul e a lagoa verde
Atrás deste miradouro existe o Hotel Monte Palace, um hotel de cinco estrelas completamente abandonado há vários anos e que nos permite a melhor vista se subirmos ao último piso. 

Podemos percorrer os corredores de um hotel localizado num dos melhores lugares e envolvência que conheço. Aconselho pesquisar um pouco sobre o que foi e como está este hotel.

Entrada no Hotel Monte Palace


Interior do hotel, abandonado e degradado


Interior do hotel, abandonado e degradado
 

Vista da Lagoa das Sete Cidades
 do topo do Hotel Monte Palace

Miradouro da Lagoa do Canário ou da Grota do Inferno

Depois de temos estado num dos mais belos lugares desta ilha (a Lagoa das Sete Cidades) e ali não muito longe, seguimos até à Mata do Canário e visitámos o Miradouro da Grota do Inferno.
Daqui pode-se ter uma das mais belas vistas da ilha num lugar muito relaxante, de facto oferece-nos uma vista magnífica sobre a Lagoa das Sete Cidades.  

No caminho para o miradouro encontramos um portão mas podemos avançar com o carro poupando uma caminhada de cerca de 1 Km para cada lado. 


Estacionámos o carro num parque junto à Mata do Canário e começamos a subir um caminho com degraus escavados no chão ladeado por troncos irregulares a fazer de corrimão e logo pouco acima deparamo-nos com uma paisagem emocionante, estávamos no Miradouro da Grota do Inferno, quanto a mim um dos mais bonitos da ilha.


Miradouro da Grota do Inferno

Miradouro da Grota do Inferno

Miradouro da Grota do Inferno




Ponta da Ferraria

A Ponta da Ferraria é um dos lugares onde mais gostamos de nadar na Ilha de S. Miguel.
É uma fajã lávica localizada na freguesia de Ginetes, em que a nascente termal está localizada no mar, o que faz com que possamos estar dentro de água do mar aquecida, e consoante a maré, pode estar até quente demais.





Ribeira Grande

A Ribeira Grande é uma das três cidades de S. Miguel e está localizada na costa norte da ilha.
É uma cidade que não achamos particularmente bonita, mas que tem nos seus arredores locais de uma beleza impar.

Praia na Ribeira Grande



Cidade de Ribeira Grande


Campos e Fábrica de Chá da Gorreana

Em atividade desde o século XIX (fundada em 1883), os campos e a fábrica de chá ainda trabalham com a mesma maquinaria processando as folhas de Camellia Sinensis e dando origem ao chá dos Açores, o chá mais antigo da Europa.

O clima húmido e o solo argiloso da região criam as condições perfeitas para o cultivo da planta do chá. Aqui podemos observar o processo de cultivo e fabricação do chá e mesmo degustá-lo no chá que nos é oferecido.
As paisagens são deslumbrantes.








Fábrica de Chá de Porto Formoso

Não muito longe da Gorreana temos também e igualmente belas as paisagens dos campos de cultivo de chá... extensos e com o mar a seus pés!
Inesquecíveis paisagens!







Lagoa das Furnas


A Lagoa das Furnas é um lago magnífico onde podemos fazer uma caminhada e ver como os locais e os restaurantes preparam o famoso cozido, unicamente com o calor que é emanado da terra.







Homens tiram o cozido de dentro da terra
 para o levarem para os restaurantes da zona
 para poderem ser degustados
O tempo de cozedura do cozido é cerca de 6 horas e pode ser provado num dos restaurantes da ilha se fizer reserva antecipadamente.

Podemos assistir à retirada do cozido do interior das caldeiras entre as 12 e as 15 horas.

Parque Terra Nostra


O Parque Terra Nostra fica no vale das Furnas e é um parque com 12 hectares onde podemos usufruir de uma piscina com água termal ferruginosa com 38º C.

Nele podemos ver uma das maiores coleções de camélias e de outras flores como samambaias e hortências.











Poça da Dona Beija


A Poça da Dona Beija é um dos sítios mágicos que há nos Açores.
São um conjunto de piscinas naturais para banhos termais, com águas férreas e quentes num lugar muito bem cuidado.

A paisagem lembra-nos que poderíamos muito bem estar num qualquer paraíso tropical, mas não, estamos em Portugal, estamos nos Açores!

Estão situadas na localidade de Furnas e normalmente são visitadas por quem vai "para aqueles lados" da ilha também para conhecer o Parque Terra Nostra. Ficam mesmo muito perto.
Pagamos cerca de 4 euros pela entrada.










Encontra-se aberta entre as 7 e as 23 horas.

 
Estufas de Ananases

Desde 1850 que os ananases são produzidos na ilha, e hoje em dia podemos ver esta cultura em estufas de vidro.

Nós visitámos as estufas de Ananases Augusto Arruda que são as mais antigas dos Açores, iniciadas no seculo XIX.
Aqui encontramos estufas com os diferentes estágios da cultura do ananás que em média leva 18 meses até estar pronto.


Dentro das estufas dos ananases



Plantação de ananases
Na Fajã de Baixo existem várias estufas que podemos visitar, fica mesmo muito perto de Ponta Delgada.

Caldeira Velha

A Caldeira Velha localiza-se na Ribeira Grande, (no centro da ilha) é um monumento natural e regional que faz parte da Reserva da Biosfera e é caracterizada pela sua bela cascata que cai no Lago de Fogo e proporciona grande calma e tranquilidade num local verdejante.


Entrada para a Caldeira Velha
Além de uma beleza natural e exótica, quem a visita pode usufruir dos benefícios medicinais das suas águas.
A piscina natural tem uma temperatura de 27º e a piscina natural que se situa um pouco mais abaixo tem 38º.


A água vem de nascentes de origem termal e vulcânica e tem a cor acastanhada devido à abundância de ferro presente.
Existem caldeiras onde a água se encontra a "ferver"!!
 







Gruta do Carvão

A Gruta do Carvão é uma gruta de origem vulcânica localizada nos arredores da cidade de Ponta Delgada.
Está classificada como monumento natural regional e tem cerca de 1912 m de comprimento.


As visitas guiadas são feitas por um técnico que nos ajuda a entender todas estas particularidades de grutas e de vulcões.
Entrada para a Gruta do Carvão



Campos de pastagem

Os Açores são caracterizados por esta imagem penetrante de infindáveis campos verdejantes povoados por imensas vacas.
Elas estão por toda a ilha e são mesmo como uma mascote da ilha.
É fantástico perdermo-nos por estes campos rurais e observar este cenário.





Lagoa do Fogo

A Lagoa do Fogo é a mais alta lagoa da ilha de S. Miguel, localizada no topo da Serra da Água de Pau. Com águas de um tom azulado bem forte é possível descer as encostas até à água.



Miradouro da Tromba de Elefante

O Miradouro da Tromba de Elefante é um dos mais invulgares da ilha de S. Miguel, e o seu nome tem origem na falésia que é parecida com uma cabeça de elefante com a sua tromba e orelhas.



Whalewatching

Outra atividade de não quisemos deixar de fazer nesta ilha foi a observação de baleias. Escolhemos a empresa Futurismo uma vez que em quase todas as suas saídas eles observavam baleias.



Fomos até Rabo de Peixe e lá apanhámos o barco que nos levou nesta fantástica aventura em alto mar e onde pudemos observar imensos golfinhos e sim vislumbrar baleias nadando ao largo da ilha. 

Igreja de Rabo de Peixe










Ilha do Faial

A Ilha do Faial situa-se no grupo central do Arquipélago dos Açores.
De S. Miguel para o Faial fizemos a viagem de avião com a Sata.

No aeroporto apanhámos um táxi, que por 12 euros nos levou ao centro da cidade da Horta.

Na altura celebrava-se as festas da Semana do Mar e por todo o lado havia ambiente de festa tipicamente português.


Uma vez no centro explorámos toda aquela zona, desde a zona do Peter Café Sport que tem uma rua quase inteirinha da sua pertença, com o famoso café e outras lojas nas imediações até à Marina da Horta, um dos mais importantes portos do mundo, onde passam os velejadores que cruzam o Atlântico.

Marina da Horta




A Marina da Horta é uma das mais movimentadas do mundo, e quem por lá passa deixa habitualmente uma pintura relacionada com a sua embarcação, na crença de que isso trará sorte e a levará ao destino sem qualquer percalço.

Para quem por lá passeia é como se deambulasse por uma galeria cheia de pinturas a céu aberto.







Miradouro da Espalamanca

O Miradouro da Espalamanca situa-se num alto da ilha e de lá além de uma vista magnífica sobre a cidade da Horta, podemos ainda ver as outras ilhas do grupo central, Pico, S Jorge e Graciosa.

Além de uma cruz enorme há também uma grande imagem da Nossa Srª da Conceição.




 

Peter Café Sport

É um local de passagem obrigatório para quem visita a ilha, e segundo os habitantes locais, não terás estado no Faial se não visitares o Peter Café Sport.

É um local histórico no centro da cidade da Horta.

Além de funcionar como café/bar no rés do chão, no primeiro andar podemos visitar uma exposição de objetos feitos de, e em dente de baleia, muito raros hoje em dia uma vez que a caça destes animais está proibida.







Caldeira

A Caldeira do Faial é a enorme cratera de um vulcão extinto e que esteve na origem da ilha, tem cerca de 2000 m de diâmetro, 400 m de profundidade e 7 Km de perímetro, é grande mesmo!

É um enorme buraco quase sempre coberto de nevoeiro e que tem uma pequena lagoa no seu fundo.
Como na maior parte das vezes acontece, nós apanhámos a caldeira envolta em mistério e em névoas, pelo que pudemos apreciar pouco.
Vimos no entanto muitas pessoas que aproveitam e fazem os trilhos em redor da caldeira.

Nevoeiro em redor da Caldeira



Nevoeiro em redor da Caldeira
Morro de Castelo Branco

A Reserva Natural do Morro de Castelo Branco é uma formação vulcânica (grande) e uma área de proteção da natureza. É formada pelo edifício vulcânico e pela orla costeira adjacente.
Morro de Castelo Branco no Faial
 
Farol Ponta dos Capelinhos e Vulcão dos Capelinhos

 
O Vulcão dos Capelinhos situa-se na Ponta dos Capelinhos na Ilha do Faial e é um lugar onde podemos apreciar uma imensa paisagem lunar.
 
Este vulcão em erupção desde 1957 a 1958 provocou uma imensa vaga de emigração tanto para o Brasil como para a América e por outro lado cativou o interesse de turistas para a zona.
 

Farol dos Capelinhos


Farol dos Capelinhos

Farol dos Capelinhos


Farol dos Capelinhos



Zona de terra que foi acrescentada à ilha
devido à erupção vulcânica


Paisagem da zona dos Capelinhos sobre o mar

Piscinas Naturais do Varadouro






Cachorro


O lugar do Cachorro é uma zona da que deve o seu nome ao facto de por lá encontrarmos uma formação rochosa que lembra os contornos desse animal.

É um lugar muito agradável e bonito e onde se pode aproveitar um belo banho de piscina/mar num dia de verão.





Ilha do Pico

Chegámos à Ilha do Pico vindos do Faial de barco, na Atlanticoline, viagem curta de cerca de 30 minutos.





Nesta ilha optámos por não alugar carro, tendo-a conhecido num tour que já havíamos marcado com a Épico agência que foi também a empresa que no dia seguinte nos levou ao ponto mais alto de Portugal! Incrível!

É de facto nesta ilha que se localiza o ponto mais alto de Portugal, 2351 metros acima do nível do mar, na Montanha do Pico.  

No Pico as vinhas vulcânicas são um dos elementos paisagísticos que caracterizam a Ilha. Foram contruídas pelo homem na base da montanha e estão classificados como Património Mundial da UNESCO. 

Montanha do Pico


Fizemos a caminhada até ao topo do Pico (a montanha mais alta de Portugal com 2351 metros de altitude) , um dos momentos altos desta nossa passagem pelos Açores.

O caminho não é fácil, mas vai-se fazendo calmamente e é uma experiência inesquecível!

A vista desde o topo do Pico é magnífica e de lá podemos ver as ilhas do Faial, Terceira, S. Jorge e a Ilha Graciosa.



 


 
Museu do Vinho do Pico
 
Museu do Vinho situa-se na vila de Madalena onde esta atividade é uma das principais exercidas por esta comunidade.
 
No lugar onde hoje está situado o museu fabricava-se durante séculos vinho e as suas instalações foram também uma casa de veraneio de frades carmelitas.
 








Museu dos Baleeiros

O Museu dos Baleeiros nas Lages do Pico é o único em Portugal especializado na baleação artesanal e o mais visitado dos Açores.

O edifício do museu é constituído por três casas de Botes baleeiros do seculo XIX e uma tenda de ferreiro.


Assistindo a um documentário sobre a baleação nos Açores






Ilha de S. Jorge

A viagem até à Ilha de S. Jorge não dura muito e chegamos a Velas, a pequena capital da ilha.
Esta é a ilha das fajãs, das arribas, das falésias, uma das mais verdes do arquipélago.

A Ilha de S. Jorge é linda, com estradas ladeadas de hortências, fetos gigantes, miradouros com vistas de cortar a respiração sobre o mar e sempre com a Ilha Graciosa como pano de fundo.

São famosas as fajãs, que são terrenos planos situados à beira mar formadas por materiais desprendidos das arribas ou por deltas lávicos. São frequentes de se encontrar nos Açores e na Madeira.  

Fajã da Caldeira de Santo Cristo
A Fajã da Caldeira de Santo Cristo é uma das mais famosas e protegidas da ilha devido ao seu valor ecológico. Na sua lagoa habita uma espécie de ameijoa única no Arquipélago dos Açores.

Fajã de S. João


Fajã do Ouvidor
Ilha Terceira

A Ilha Terceira deve o seu ao facto de ter sido a terceira ilha do arquipélago a ser descoberta.
A baía de Angra do Heroísmo foi muito importante na altura dos descobrimentos, uma vez que funcionava como escala intercontinental para as naus que navegavam entre a Europa e as Américas e Índia.






Centro histórico de Angra do Heroísmo

O Centro histórico de Angra do Heroísmo é classificado como património da Humanidade pela UNESCO, e é um lugar que vale mesmo a pena visitar,  particularmente os Fortes de São Sebastião e de São João Batista, ambos com mais de 400 anos.




Miradouro da Serra do Cume


Daqui podemos observar uma das mais belas paisagens dos Açores, com os seus campos de cultivo separados formando uma "Manta de Retalhos".

Caldeira Guilherme Moniz



Com cerca de 15 km de perímetro é a maior caldeira do arquipélago. Corresponde a uma chaminé vulcânica não totalmente preenchida pela lava e no seu interior fica o Algar do Carvão.

Algar do Carvão

O Algar do Carvão, Monumento Natural Regional, é uma cratera de um vulcão que podemos descer até 100 metros de profundidade, onde no seu interior há uma fantástica lagoa subterrânea com águas cristalinas e imponentes estalactites e estalagmites.

É um lugar que não podemos deixar de visitar na Ilha Terceira, do seu interior temos uma vista mágica e fantástica para a abertura do cone vulcânico e para o exterior.











 
Furnas do Enxofre

As Furnas do Enxofre, situam-se na freguesia de Porto Judeu, e são um campo fumarólico, ou para o mais desentendido na matéria, um lugar onde saem gases da terra alguns a temperaturas muito elevadas.

Estas desgaseificações são constituídas por dióxido de carbono, gás sulfídrico, gás sulfuroso, hidrogénio, azoto e metano entre outros, ou resumindo é um lugar de onde saem gases muito mal cheirosos do interior da terra.



Gruta do Natal


A Gruta do Natal é das poucas grutas visitáveis na Ilha Terceira (2 apenas), localiza-se junto aos Picos Gordos e à sua frente tem a Lagoa do Negro.

A gruta trata-se de um tubo de lava com 697 m de comprimento e dentro dela podemos ver diversas estruturas geológicas.






Alugar carro nos Açores

Alugar carro deu-nos liberdade para gerir o tempo disponível e explorarmos os locais que queríamos ver sem ter que recorrer aos transportes públicos que muitas vezes se tornam complicados ou mesmo são inexistentes. 

Reservamos o carro com a Rent Car Flor do Norte Açores e poupamos mais dinheiro que se o tivessemos feito directamente nas agências.

Auto Ramalhense
Auto Cunha
Rent Car Flor do Norte
Micuato

Alojamento nos Açores



Vip Executiv Açores
Limolta
Lince Great Hotel
Hotel Matriz
Euroaçor
Hotel Out of the Blue
Airbnb
Residencial Alcides


Transpotes nos Açores

Site Açores

Sata

Tap


































domingo, 6 de novembro de 2016

Viajar sem Agências de Viagens





Viajar é das melhores coisas que podemos fazer na vida! Viajar enriquece-nos a alma e alarga a nossa mente!

Viajar por países e conhecer  lugares, pode não ser muito barato. Dependendo mesmo do tipo de viagem e das comodidades exigidas pode mesmo implicar um rombo, para orçamentos familiares mais reduzidos. 

Uma grande percentagem de dinheiro é "desperdiçada (gasta), quando viajamos através de uma Agência de Viagens. De facto pode ser bastante cómodo chegar a uma agência e dizer que se pretende ir a determinado lugar (ou mesmo esperar que seja agência a sugerir), e esperar que a agência prepare tudo para a ida, estadia, o que fazer e o regresso. Mas é nisto que vai grande parte do dinheiro da viagem, então uma forma de poupar dinheiro quando se pretende viajar é a de sermos nós a preparar tudo.  




Com a facilidade de  acesso a todo o tipo de informações que temos neste nosso mundo globalizado (internet) é extremamente fácil preparar o roteiro de uma viagem que pretendamos realizar, comprar voos e transportes durante o tempo da viagem, ver o que há de interessante para fazer nos lugares e atempadamente preparar tudo desde a nossa casa.




Passos para organizar uma viagem de forma independente, sem recurso a agências de viagens

1 - Escolher o lugar que se pretende visitar

Depois de escolher ou de já se saber para onde se pretende ir, é uma boa ideia recolher informações acerca do país/lugar, informações gerais e outras relacionandas com locais que não se deve deixar de ir e o que fazer, para podermos ter uma ideia de quanto tempo será necessário nesse lugar. 

É muito importante esta pesquisa inicial para termos uma ideia do lugar, do tempo necessário para o visitar e do dinheiro estimado durante aquele período de tempo.





Habitualmente faço esta recolha de informação através de livros, de sites oficiais dos países (Wikipedia) e de blogs de viagens, muito importante esta última, uma vez que tem informações de quem já visitou os lugares, das dificuldades sentidas e estratégias de como melhor aproveitar o destino da melhor forma. 





Depois do destino decidido é conveniente fazer um esboço daquilo que se quer ver e/ou fazer por lá, e distribui-lo pelos dias que vamos passar no local. Desta forma teremos uma ideia mais clara sobre onde estaremos e quando, permitindo-nos assim pesquisar como nos iremos movimentar por lá e que transportes temos e a que horas para o fazer (por exemplo).
 
 
2 - Comprar voos

Depois de definido o destino e as datas da viagem é a altura de comprar os voos, uma vez que quanto mais tempo passa mais caro tudo vai ficando. É importante ainda para quem quer poupar nos voos, procurar não viajar em épocas altas (Natal, Ano Novo, Carnaval, Páscoa, férias escolares...), uma vez que inflacionam o preço das passagens aéreas e as mesmas ficam altíssimas.


De seguida é fazer uma pesquisa nos motores de busca de voos, edreams, Skyscanner, Momondo, Rumbo, e ver os voos para o destino e que companhias aéreas para lá voam.

Esta é uma fase que requer alguma paciência nas pesquisas mas que economicamente pode ser muito compensadora.
Deve-se ir simulando o preço dos voos partindo de diferentes locais para poder ver de onde compensa mais partir e chegar. 

Por exemplo, na viagem ao Peru, optei por ir até Madrid de comboio e de lá apanhar voo com destino a Lima, uma vez que não há voos diretos de Portugal para o Peru, o que fez com que tivesse poupado algumas centenas de euros.

3 - Reservar alojamento

Tão importante quanto a reserva do voo é a do alojamento, uma vez que são onde se gasta a maior fatia do orçamento em viagem.



Dependendo do tipo de alojamento escolhido, as ofertas são muito vastas. Pode escolher desde hoteis com tudo incluído até dormida em casa de locais.

Para quem opta por locais mais baratos pode ficar em hostels, que são alojamentos onde se reserva a cama e não o quarto, e onde se pode ter acesso à cozinha, permitindo assim poupar também na alimentação.
Pode procutar em: Hostelbookers, Hostelworld, Booking.

Alguma calma e paciência são importantes ao reservar o alojamento, uma vez que com uma oferta tão variada podemos ficar confusos. Devemos decidir atempadamente o tipo de alojamento que pretendemos, a localização deste, o acesso a trasportes públicos como o metro, se deve ter ou não pequeno alomoço incluído etc.

Eu começo por procurar no Booking e vou aplicando os filtros até encontrar o alojamento que se encaixa naquilo que pretendo. Depois disso procuro ver a avaliação que lhe é atribuída por utilizadores reais. Quanto maior o número de avaliações mais confiável é a nota dada ao alojamento.  

Depois confirmo ainda a avaliação do alojamento no Tripadvisor e finalmente volto ao Booking e efetuo a reserva.



 
4 - Fazer um Seguro de Viagem

Não é algo que esperemos ou desejemos vir a utilizar quando viajamos, mas como mais vale prevenir que remediar não é aconselhável sair do país sem um seguro de viagem, até porque existem países onde os cuidados de saúde são bastante caros.
Pode-se fazer este seguro com as Seguradoras, com os Bancos ou online.

 

5 - Como se deslocar no destino

Dependendo do tipo de destino assim devemos escolher como nos deslocar por lá. Se dentro do mesmo país pretendermos ir de um extremo ao outro, o avião pode compensar, como nos países da Ásia onde os voos domésticos são muito baratos.

Por outo lado se vamos para uma cidade com uma boa rede de metro ou de comboio (Nova Yorque, Londres, Paris) devemos optar por esta. Tudo depende de onde estamos e do que está disponível. Claro que antes de ir é importante saber o que existe por lá para também neste item irmos já organizados.

 


6 - O que fazer no destino da viagem

Quando resolvemos viajar para determinado local será porque lá existem coisas que queremos ver com os nossos olhos ou atividades a fazer. Assim sendo é importante antes de sair de casa, levar planeado e programado o que queremos fazer no local para onde viajamos. 

Desta forma e após alguma pesquisa realizada, podemos já definir por alto (é sempre importante contar com imprevistos e mudanças de plano no local) o que queremos fazer e ver no destino. 

Assim conseguimos prever quanto tempo estaremos a fazer algo ou a que horas aproximadamente teremos que estar numa estação de comboios por exemplo para seguir viagem rumo a outro sitio.


7 - Calcular os custos da viagem

Para calcular (aproximadamente) os custos da sua viagem e já com os voos comprados e alojamento pago, há alguns itens que não podemos deixar de ter em conta, para podermos controlar os gastos e economizar.

Atender a:
 
Transporte no destino
Comida
Preço do monumento ou atração a visitar
Lembranças

8 - Utilizar a internet

Existem ainda muitas pessoas que têm medo de fazer compras utilizando a internet, mas se o fizer utilizando sites confiáveis isso não irá acontecer. A internet constitui cada vez mais uma forma de facilitar a nossa vida em tantos aspetos do quotidiano e no planeamento e organização de viagens um grande auxilio.

Sites úteis:


9 - Ter comportamento prevenido

Viajar é sempre uma aventura, mas convém irmos prevenidos de casa para podermos lidar com alguma situação inesperada que possa acontecer. Assim é importante:

Guardar algum dinheiro separado e guardado num lugar diferente;

Levar os números de telefone ou informações para situações de emergência;

Ter em formato digital, no email por exemplo, os seus cartões de identificação e passaporte;

Levar anotado o horário dos voos, informações sobre o alojamento e os meios de transporte.


10 - Levar a sua medicação habitual

Quem viaja deve levar consigo a sua medicação habitual ou outros medicamentos a que tenha que recorrer com frequência, uma vez que no destino pode não ser fácil conseguir esses mesmos medicamentos.


Por fim:

Se mesmo depois de todas as dicas ainda se sentir inseguro para montar um roteiro de viagem, comprar voos e alojamento, ir e divertir-se ... então vá e contrate uma agência de viagens, eles ficarão satisfeitos por terem mais um cliente para poder "esfolar".



 
 
Novembro, 2016
























terça-feira, 1 de novembro de 2016

Cidade de Cusco, Peru





 Cusco é uma cidade peruana, situada no Vale Sagrado dos Incas na região dos Andes, com uma população de 300 000 habitantes e é a capital do departamento de Cusco e da província de Cusco. 

Está situada a 3400 metros de altitude e as lendas atribuem a fundação de Cusco ao inca Manco Capac no século XI e XII. Depois do fim do império inca em 1532, o conquistador espanhol Francisco Pizarro invadiu e saqueou a cidade sendo ainda hoje notórios os vestígios desta época na arquitetura.

Cusco fica a cerca de hora e meia de avião desde Lima, a capital do Peru. Foi por este meio que fomos até Cusco, dias antes de realizar o nosso caminho até chegar a Machupicchu. 

  

Cidade de Cusco





Ao desembarcar no Aeroporto Internacional Alejandro Velasco Astete começamos de imediato a sentir que algo está diferente. De facto, e mesmo para os mais bem preparados fisicamente, sente-se os efeitos do ar rarefeito no organismo humano, uma vez que a cidade se encontra a 3400 metros acima do nível do mar.

Em Cusco ficámos alojados no Hostel Vip House aqui, local central de onde a pé, em 5 min chegávamos à Plaza de Armas, a principal praça e o centro de Cusco.




Plaza de Armas, Cusco












Cusco é a cidade a que chega quem quer visitar Machupicchu. Seja de que modo for que escolhamos chegar a Machupicchu, só o podemos fazer a partir de Cusco, nós resolvemos ir até Machupicchu mas caminhando, percorrendo os 45 Km da Trilha Inca.

Quando chegamos a Cusco começamos a logo a sentir os efeitos da altitude. Depois de deixarmos a bagagem no hotel, vamos dar um pequeno passeio para nos habituarmos ao lugar. Andamos alguns metros e tenho que parar para poder repousar, começo a sentir tonturas, náuseas e uma sensação de vómito eminente. 

Desde o aeroporto começamos a ver as folhas de coca para se mastigar e reduzir assim em nós os efeitos.













































Varandas com pormenores de arquitetura espanhola 





























Calhámos (sorte!) a chegar a Cusco por altura das festividades anuais da cidade o que nos permitiu assistir a muitas manifestações tradicionais e culturais do país. Cusco é uma cidade típica muito bonita que permite a quem vai realizar a Trilha Inca, dois ou três dias antes, poder ir habituando o corpo ás condições do ar rarefeito. 




Festividades Anuais em Cusco 











































O melhor de Florença em um dia

Florença é uma das mais bonitas cidades italianas. É o centro da arte do Renascimento e onde podemos ver o melhor da arte feita nos tem...